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mas nossa vida se perdeu.

dezembro 3, 2009

Não haviam mais esperanças para Tomás.

Pela fresta da cortina, observava a única que lhe fez sorrir arrastar-se para fora do portão. Podia sentir os olhos úmidos e a boca seca acompanhar aquela pedra em seu estômago. O vazio era imenso e tão vazio que nem 3 litros de wisk ou 98 horas de filmes preencheriam.  Se fosse definir, não conseguiria. Era um aperto, uma falta de ar, uma frustação tão grande que nada lhe parecia mais possível. Era um sede jamais saciada e uma fome sem comida. Ao seu ver, beirava ao ponto da insanidade.

Sem pretensão, jogou-se no chão. O rosto gelou-se no azulejo e as pernas encolhiam-se fetalmente. É o fim, menino. É o fim.

Um comentário

  1. Porque a falta não deixa um vazio, deixa um peso



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