
2008
Janeiro 6, 2009Eu acredito que dentro de mim há uma grande insatifação. E isso me incomoda de maneira clara, assim como uma espécie de medo sobrevoa meu corpo, o invadindo pelos poros, corroendo meus pensamentos, tornando essa coisa toda de vida mais difícil. De todo meu passado sem graça e meu presente pior ainda, eu consigo visualizar um futuro, no máximo, constrangedor.
A vida é um saco de ser pensada. Quando menos se esperar você age como não deveria e…BUM…tudo se dinamiza de forma errônia. Mortos que são felizes, ali embaixo da terra quentinha e reconfortante, recebendo flores e lamúrias, deixando um pequeno rastro em forma de memória.
Algo a ser acresentado, algo essencial me falta. eu não entendo como, nem sei porquê, mas me falta. Dai vem a insatisfação e o desejo por algo. Mas parece que toda vez que estou prestes a encontrar, consigo colocar um pedra por cima, um erro. E numa peripécia desimportante eu me esqueço do objeto inical da procura e mergulho no pessimismo básico.
Em poucas palavras, nada de fato importa. Foi um ano deixado pra trás, onde eu tive que superar todos meus medinhos de adolescente, todas as crises bestas, toda a tristeza inicial normal de uma menina que precisa crescer. Eu aprendi algumas coisas, mas deixei um buraco no meio, devido a uma manobra brusca de deixar tudo pra trás. E tomei um susto das consequências pela minha escolha de mudar. Digo, achei que talvez se eu tivesse ficado por lá e me virado sozinha teria amadurecido, mas eu jamais teria mudado tanto quanto eu o fiz por aqui.
E deixo meu testemunho registrado, para quem sabe, um dia, algum bastardo ler.
Mudar dói. E é muito, muito difícil. Explicitamente, abre feridas que nunca serão cicatrizadas, mas que se não estivem ali, você jamais seria uma pessoa melhor.
Não tirem uma mensagem positiva disto, pois não há. São apenas fatos registrados em um endereço virtual qualquer, que logo se apagará com o fim do mundo, em 2013.
Se eu acredito nisso?
Bullshit.