eu sempre percorri os corredores da faculdade dizendo que escreveria algo sobre ‘ a fragmentação das relações humanas na era digital’. pois bem, eu vou começar aqui.
primeiro, existiam os abraços, as famílias, as tradições. existia o afeto, a compaixão, a emoção por coisas minimas. depois, veio a ganancia, a evolução, as mentiras, o dinheiro, a luxuria.
e agora nós temos um computador, notebook, iphones, twitter. nós temos toda a tecnologia a nosso alcance, pronta para nos suprir de todo o necessário. e antes que alguém pense, eu não citarei um velho clichê sobre máquinas e humanos.
obviamente o humano ainda sente e convive, independentes dos meios. há milhões de pessoas que podem afirmar que já sentiram algo que não fosse por meio de uma relação humanamente carnal. nós sentimos lendo, vendo filmes, escrevendo emails, escutando músicas.
o meu ponto de vista aqui é um pouco complexo para ser ilustrado. é aquele tipo de viagem que você tem depois de alguns quilos de material ilicito ingeridos. talvez, alguém, um dia entenda.
sabe aquela incrível sensação de solidão no meio de trilhões de pessoas? do individual, do mundo que acontece apenas na sua cabeça. eu achei, algum dia na minha vida, que a internet finalmente tinha acabado com isso. teria ela suprido todas as relaçãos que eu não consegui estabelcer na “realidade”. A rede me forneceu mais do que eu poderia esperar, mais do que conseguira imaginar, me fez sentir, chorar, gritar, e rir. Despertou todos os tipos de sentimentos possíveis e tudo isso foi presenciado em frente a uma tela plugada na tomada.
e hoje, depois de SEIS anos viciada, eu me pergunto. será que vale a pena? será que eu, por sentir o que poderia sentir de outras formas, sou meio…lúnatica? nerd? louca?
será que alguém lendo isso vai sentir a mesma coisa que eu? SERÁ QUE A PORRA DO MEIO É A MENSAGEM?
enfim, eu não sei.
talvez eu vá escrever sobre publicidade infantil e merdas do tipo. acho que será mais produtivo.
boa noite, kUrk.


